A banda que ficou famosa por não fazer sucesso

Big Star

Jornalistas e críticos de rock adoram escrever sobre grupos antigos que ninguém (ou quase ninguém) conhece. Um dos queridinhos da imprensa roqueira é o quarteto americano Big Star.

Formado em Memphis em 1971, o Big Star era liderado por Chris Bell e Alex Chilton (guitarristas e principais compositores), completado por Andy Hummel (baixo) e Jody Stephens (bateria).

A carreira do Big Star foi exemplarmente azarada: uma sucessão de descaso, fracassos, vacilos, frustrações e tragédia. Em sua curta existência, o grupo gravou três discos, #1 Record, Radio City e 3rd que foram solenemente ignorados.

Deprimido por não alcançar o estrelato pop e eclipsado pela figura de Chilton, Bell saiu do grupo em 1972 para tentar carreira solo, tendo lançado o single I Am The Cosmos. Músico com talento subestimado, Bell morreu em 1978 em um acidente de carro.

Nas décadas seguintes, o surrado clichê se instaurou: o Big Star ganhou status cult e virou influência para uma renca de grupos indie  como R.E.M., The Replacements, Teenage Fanclub e The Posies. Aliás, foi com ajuda de dois integrantes dos Posies (Jon Auer e Ken Stringfellow) que Chilton e Stephens reativaram o Big Star nos anos 1990. O grupo teve seu momento de maior exposição midiática até então graças à música In The Street, regravada pelo Cheap Trick para a abertura da série That 70’s Show.

 

Já nos anos 2000, dpois de gravar o disco In Space, o Big Star teve sua carreira  encerrada de vez por conta das mortes de Chilton (17 de março de 2010) e Hummel (19 de julho de 2010).

Com todos esses fatos, a tumultuada história do Big Star daria um filme. E deu. Acaba de ser lançado nos cinemas dos EUA o documentário Nothing Can Hurt Me. Dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori, o documentário vem sendo apontado como o mais completo e definitivo sobre o grupo. Com a abordagem apaixonada de fãs adotada pelos realizadores, Nothing Can Hurt Me traz filmagens e fotos inéditas do Big Star, além de entrevistas com pessoas relacionadas ao grupo: músicos, produtores, parentes e fãs ilustres. Praticamente junto com o documentário foi lançada a trilha sonora contendo versões alternativas e demos de músicas do Big Star.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Música

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s