A “Virgem” quarentona

Logo Virgin Records

A “Virgem” mais famosa da música pop faz 40, mas com corpinho de 20. Em 2013, a Virgin Records comemora seus 40 anos com uma série de eventos (como a exposição de memorabilia que rolou nesta semana) e shows.

Sua história é inusitada. A gravadora começou como uma revista, chamada Student, criada por dois figuras britânicos, Nik Powell (que adorava música) e Richard Branson (que detestava música, mas tinha tino para negócios).  Para conseguir manter a publicação, eles resolveram vender discos via correio. A coisa foi indo e, para encurtar a conversa,  acabou virando a gravadora. O icônico logo da “Virgem” acima é criação de Roger Dean, artista que também responsável pelas belas capas de álbuns do Yes, Uriah Heep, Gentle Giant e Asia, dentre outros grupos. Em sua edição de novembro a revista britânica Mojo traz uma matéria bacana sobre a trajetória da Virgin.

Em seus primórdios, a Virgin tinha perfil alternativo, apostando em rock com pegada psicodélica/progressiva/eletrônica/experimental. Dentre os primeiros contratados estavam nomes de ponta da chamada cena de Canterbury (cidade no sudoeste da Inglaterra) como Gong, Kevin Ayers e Robert Wyatt.

O primeiro lançamento da Virgin, que chegou às lojas com o futurístico número de catálogo V2001,  foi um estrondoso sucesso artístico e comercial: o álbum Tubular Bells, de Mike Oldfield.

Mike Oldfield – Tubular Bells:

 

Ainda nos anos 1970, a Virgin ajudou a botar o punk na ordem do dia ao contratar uma certa banda de nome Sex Pistols e lançar o disco Never Mind The Bollocks Here’s The Sex Pistols, e como diz o manjado ditado popular, o resto é história.

Sex Pistols – God Save The Queen:

 

O punk acabou gerando (direta e indiretamente) uma renca de estilos: pós-punk, new wave, synthpop, new romantic, hardcore… No início dos anos 1980, a Virgin contratou um dos grandes nomes do synthpop, Human League, que alcançou as paradas de sucesso com o álbum Dare.

Human League – Don’t You Want Me:

 

Sem perde de vista suas raízes progressivas, a Virgin deu guarida a Peter Gabriel (ex-vocalista do Genesis). Em 1986, gravadora e cantor ocuparam o topo das paradas mundiais com o disco So, puxado pelo single Sledgehammer e seu clipe inovador (para a época).

Peter Gabriel – Sledgehammer:

Nos anos 1990, no embalo da explosão grunge, a Virgin veio com um quarteto americano de “abóboras”. Liderado por Billy Corgan, o Smashing Pumpkins lançou pela gravadora uma trinca de discos poderosos: Gish, Siamese Dream e o multiplatinado Mellon Collie And The Infinite Sadness:

 

Smashing Pumpkins – 1979:

 

Em 1992, Richard Branson vendeu a Virgin para a major EMI, e a partir daí a gravadora ampliou seu cast, reunindo do roqueiro Lenny Kravitz a babas pop como as Spice Girls. Já no final da década, a Virgin ajudou a expandir o alcance da música eletrônica ao lançar discos de três nomes de ponta do gênero:  Chemical Brothers, Daft Punk e Air.

Chemical Brothers – Setting Sun:

 

Daft Punk – One More Time:

 

Air – Sexy Boy:

 

A Virgin chega a 2013 apostando em duas cantoras com personalidades distintas e marcantes: Laura Marling e Emeli Sandé.

Laura Marling – Devil’s Resting Place:

 

Emeli Sandé – Next To Me (com Alejandro Sanz):

 

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